Revista
 Quociente
 Avaliação
 Clientes
 Comportamento
 Criatividade
 Cursos Online Grátis
 Empreendedor
 Entrevista
 Família
 Informática
 O quê?
 Psicologia
 Relacionamento
 Saúde
 Segredos
 Sucesso
 Revista
 Erótika
 Comportamento
 Curiosidade
 Dr. erótika
 Posições Sexuais
 Relacionamento
 Saúde
 Sexo
 Terapia
 E-mail


Saúde

Previna-se contra a CISTITE

Por muito tempo, a cistite foi uma doença quase desconhecida, e as mulheres sofriam em silêncio. Com os conhecimentos de hoje, tornou-se fácil a cura e sobretudo a prevenção, seguindo algumas regras de higiene.

A cistite, uma inflamação da bexiga, é uma das doenças que mais atinge as mulheres e também uma das que mais incomoda.

Os sintomas que a revelam são basicamente três: dor quando a mulher urina, aumento do número de vezes que ela urina e, em certos casos, perda de sangue juntamente com a urina.

A cistite atinge, em geral, mu-lheres e raramente os homens (neste caso, costuma ser conseqüência de uma uretrite, e atinge mais os jovens). Quando uma mulher está com cistite, o primeiro sinal é uma sensação dolorosa de picada ou pontada na hora de urinar. Com o agravamento da doença, surge uma dor aguda na barriga e depois nas costas, além de febre e mal-estar geral.

O sistema urinário

Para entender como a cistite ataca o organismo, é importante saber como funciona o sistema urinário. A corrente sanguínea é o sistema de transporte do corpo. É ela que leva o alimento e oxigênio a todo o organismo e o livra dos resíduos. Esses resíduos ou produtos indesejáveis são captados e expulsos do organismo pelos rins, que funcionam como filtros do sangue. Quando o sangue passa através dos rins, estes retiram dele o excesso de água e sal, ácido úrico e outras substâncias de que o organismo não precisa. Assim purificado, o sangue sai do rim e volta à circulação.

O excesso de água e as subs-tâncias não aproveitadas passam dos rins para os ureteres (tubos finos que unem os rins à bexiga). No fim de cada ureter existe um esfíncter (uma espécie de válvula) que, quando funciona corretamente, deixa a urina passar para a bexiga. A presença de urina estimula os esfíncteres a se abrirem para lhe dar passagem. Há casos em que os esfíncteres se fecham depressa demais e uma porção de urina fica presa nos ureteres, criando um ambiente propício para a formação de bactérias. Freqüentemente, isso resulta em cistite.

Se os esfíncteres funcionam bem, a urina passa toda para a bexiga – um saco muscular oco capaz de armazenar 1/4 de litro de urina. Na medida em que recebe urina, ela se dilata, o que estimula os nervos existentes em suas paredes. Quando está cheia, esses nervos "avisam" que a pessoa precisa urinar.

Na saída da bexiga existe um outro esfíncter

No momento de urinar, esse esfíncter se abre, deixando a urina passar para a uretra, de onde é eliminada. A bexiga se contrai para ajudar a expulsar toda urina.

É normal urinar quatro ou cinco vezes ao dia e até mais vezes, se a pessoa bebeu muito líquido. As mulheres grávidas também têm maior necessidade de urinar porque o útero, aumentando de tamanho, pressiona a bexiga, que não consegue reter muita urina.

As causas

A cistite é causada sobretudo pela bactéria E.coli (Escherichia). Ela vive no intestino e, como outras bactérias existentes no corpo, não causa problema a essa área do organismo, podendo, até mesmo, ser útil, às vezes.

Os problemas começam quando a E.coli passa do intestino para os órgãos urinários. Essa bactéria desenvolve-se em meio ácido e procura o orifício uretral por causa do teor ácido da urina.

A cistite é mais comum nas mulheres porque a anatomia feminina facilita a transferência acidental da E.coli, na medida em que os orifícios da vagina e da uretra estão muito perto do ânus. Quando a E.coli se multiplica, causa uma inflamação que pode se espa-lhar da abertura da uretra para a bexiga, para os ureteres e para os rins. Uma infecção nos rins é muito grave e deve ser tratada o mais depressa possí-vel para que não cause lesões.

Sexo e Cistite

A cistite é freqüentemente chamada de "doença da lua-de-mel", pois muitas mulheres são atingidas pela primeira vez quando têm suas primeiras relações sexuais. Isso porque fazer sexo com muita freqüência pode causar uma irritação nos tecidos que rodeiam a vagina, inclusive o da uretra, originando a infecção .

Em geral, quando a mulher fica excitada para o ato sexual, sua vagina é lubrificada por uma secreção. Se a mulher é penetrada antes de estar convenientemente lubrificada, a mucosa vaginal pode sofrer lesões e, assim, criar um terreno fértil para bactérias. Essas bactérias poderão entrar pela uretra e atingir a bexiga.

A estimulação manual da vagina pelo parceiro, se não for feita com cuidado, também causará irritações. Além disso, alguns homens são portadores de bactérias nocivas por baixo do prepúcio (pele que recobre a ponta do pênis) e, se não lavarem bem o pênis, podem transmiti-las às mulheres no ato sexual.

"Uma simples ducha, logo ao acordar, pode se transformar numa extraordinária sessão de sexo, quando os parceiros têm boa idéia de tomar banho juntos".

É fundamental que o banheiro esteja com uma temperatura quentinha, abrindo caminho para a imaginação dos amantes, em sua boa disposição matinal.

Na posição em pé, eles se aconchegam a um canto e a mulher apóia uma perna na borda da banheira. É bom não esquecer que é muito fácil escorregar ou cair num ambiente com água, de modo que os dois devem apoiar-se bem".

Outras causas

As mudanças hormonais também favorecem a cistite. A mulher passa por mudanças hormonais acentuadas em épocas como a puberdade, a gravidez e a menopausa. Essas mudanças podem ocorrer também quando a mulher sofre a retirada dos ovários (ooforeitomia) e por várias outras causas, entre elas o streee. Certos métodos anticoncepcionais, às vezes provocam cistite. Há espermicida (cremes anticoncepcionais), por exemplo, que irritam a sensível abertura da uretra. Os efeitos hormonais da pílula anticoncepcional também podem ser causa de cistite.

Às vezes, a cistite resulta de bloqueios do sistema renal, como pedras nos rins, cistos na bexiga ou engrossamento das paredes desse órgão. Mas esses problemas são menos comuns.

Algumas vezes a cistite afeta crianças, em geral quando tomam muito pouco líquido. Então o ácido úrico contido na urina fica mais concentrado e daí resulta uma sensação de ardência durante a micção. Se não der mais líquido para a criança beber, o problema pode afetar os rins e resultar numa inflamação dos tecidos uretrais, o que, freqüentemente, se transforma em cistite.

Tratamento

Deve-se tratar a cistite o mais rapidamente possível porque, se ela se espalhar pelo sistema urinário, será mais difícil curá-la.

A cistite tende a se repetir. Muitas mulheres têm a doença duas ou três vezes por ano e algumas uma vez por mês. Isso parece resultar de infecções anteriores na área, que tenham tornado os tecidos mais suscetíveis. O problema ainda não foi devidamente elucidado, mas parece que há mulheres mais propensas a contrair cistite. Uma crise de cistite pode ser interrompida no começo, tomando-se certas precauções, ou com o auxilio de antibióticos prescritos pelo médico, se a doença já tiver se espalhado. No entanto, o melhor caminho para a cura de cistites repetidas é determinar sua causa.

A primeira coisa a fazer é perguntar a si mesma quando teve a primeira cistite. Geralmente, a resposta leva a mulher a uma determinada idade ou a um certo acontecimento em sua vida, como a gravidez, por exemplo. Se, por acaso, a cistite resulta de irritação das mucosas vaginais durante o ato sexual, o problema será resolvido com o uso de uma geléia lubrificante. Mas, se a primeira cistite ocorreu durante a gravidez, a mulher terá que recorrer ao médico, para identificar a causa e encontrar a cura.

Muitas vezes tudo o que é preciso é adotar umas poucas regras de higiene, como o banho diário, com maior atenção aos órgãos íntimos ou o uso de geléia lubrificante antes do ato sexual.

Algumas precauções

Certos hábitos podem agravar a cistite. Por isso é bom prevenir-se.

• Os banhos de assento em bidês ou bacias de água não eliminam as bactérias. Depois de evacuar, lave o ânus apenas com sabonete (neutro, de preferência) e limpe o períneo (a área entre a vagina e o ânus) com água morna, fazendo movimentos da frente para trás (se estiver fora de casa, use lenços de papel úmidos). Seque a área. Limpe-se sempre da frente para trás.

• Lave a área vaginal antes e depois das relações sexuais.
• Seu anticoncepcional pode estar lhe causando cistite. O médico poderá indicar outro.
• Beba de três a cinco copos de líquido por dia – ou mais, se o tempo estiver muito quente.
• Use calcinhas de algodão (nunca de náilon), que devem ser fervidas em água. Não use calças compridas muito apertadas.
• Nunca use produtos químicos (medicamentos ou de-sodorantes vaginais) na região genital.
• Reduza o consumo de frutas cítricas e temperos picantes. Evite alimentos com muito açúcar refinado ou com amido (pão e farinha brancos).

Se você já entrou numa crise...

Tente lembrar o que aconteceu nas ultimas 48 horas e procure alguma mudança na sua rotina. Vá ao médico, que pedirá um exame de urina.

Enquanto isso procure um alívio

• Beba bastante líquido, pelo menos uma xícara de chá a cada hora durante três horas. Não beba bebidas alcoólicas.
• Tome dois ou três analgésicos.
• Tome uma colher de chá de bicarbonato de sódio dissolvido em água a cada hora, a partir do inicio da crise (não faça isso se tiver problemas cardíacos ou pedras nos rins; seu médico poderá receitar-lhe outro produto para obter o mesmo efeito).
• Coloque entre as coxas uma bolsa de água quente, enrolada em uma toalha. Isso faz a pele que rodeia a uretra ficar quente como a urina e, assim, alivia a sensação de ardência quando a urina passa.


 

 

 Links
 Assinaturas
 Fale Conosco
 Neres
 Q.I. Editora
 Leader Training
 Fisioterapia 2004
Nas Bancas
Quociente
Erótika

 

  PARA VOLTAR AO TOPO, CLIQUE AQUI  
  Neres Empreendimentos e Participações - 2004