| Comportamento
Ciúmes,
tempero do amor (ou não?)
O ciúme faz parte do amor e, com moderação,
todas as pessoas gostam de sentir que a pessoa
de quem gostam sente algum ciúme. É
uma demons-tração de amor.
O problema começa quando o ciúme
interfere negativamente na relação,
até que ele domine o relacionamento e instale
um clima péssimo entre o casal.
O ciúme nunca aparece sozinho: está
acompanhado de medo, insegurança e dúvida.
E pode tornar-se grave e destruir uma relação.
Um ponto em comum entre todos os ciumentos é
o forte sentimento de posse que têm em relação
à outra pessoa, a ponto de considerarem
que aquela pessoa lhes pertence. As pessoas ciumentas
costumam ter alguns traços de personalidade
comuns: timidez, pessimismo, vulnerabilidade e
insegurança.
Qual a solução: conversa, ressaltando
que o comportamento ciumento incomoda. Mas é
preciso ter alguma sensibilidade na abordagem
desta questão para que o problema não
se agrave ainda mais. A decisão de terminar
a relação deve ser cuidadosamente
ponderada. Em casos mais graves, deve ser considerada
a possibilidade de procurar ajuda médica.
Há diferentes fases em uma relação
amorosa que são propícias ao ciúme.
No início, quando ainda não há
um grande conhecimento mútuo, existe uma
certa sensação de insegurança
que pode levar a ter ciúmes. Existe algum
receio de que surja outra pessoa na vida do parceiro.
Mais tarde, quando há um maior conhecimento
entre os dois, é comum surgir algum ciúme
das relações do passado. E se ele(a)
voltar para a(o) ex-namorada(o)?
Os sinais a seguir são alertas que podem
indicar que a sua relação está
em risco:
não aceitar que o par faça
um programa sem a sua companhia. Seja uma viagem
de trabalho ou um jantar de amigos. É importante
perceber que existem outras pessoas na vida do
companheiro e não é pelo fato de
gostar de outras pessoas que vai gostar menos
de você;
mexer nas coisas pessoais do seu parceiro.
Gavetas, bolsos, talões de cheques ou mensagens
do celular são pessoais e como tal devem
ser respeitados;
sentir a necessidade de saber sempre onde
o outro está;
desconfiar de tudo.
O relacionamento
está em crise?
No início
tudo é só alegria: beijos, carinhos
e até juras de amor eterno. O casal vive
nas nuvens, felizes com tamanho entendimento.
No entanto, com o tempo, aparecem as primeiras
diferenças, discordâncias e rusgas:
brigas tornam-se freqüentes, ameaças
de separação temporária e
até rompimento total. Em alguns casos a
paixão e uma boa conversa resolvem, ressaltando
que cada um tem preferências e um jeito
de ser que deve ser respeitado. No entanto, em
outras situações nada resolve, e
deixar que cada um siga seu caminho é a
alternativa mais viável.
É possível sacar quando as coisas
não vão bem no relacionamento? Sim.
É bem provável que se perceba que
o relacionamento não vai bem, mesmo porque
a situação ou os encontros do casal
passam a ser quase insuportáveis. O difícil,
na verdade, é aceitar que o relacionamento,
no qual se investiu tanto, pode estar passando
por problemas ou estar sendo ameaçado pelo
ciúme.
Neste caso, o melhor que se pode fazer é
tentar conversar com o parceiro, descobrir quais
são os problemas e resolvê-los da
maneira mais amigável e menos dolorosa
possível. |